segunda-feira, 9 de março de 2009

Qual a razão do estudo do Comportamento?




Além de ser uma ciência que agrada a muitos que apreciam a fauna na sua forma natural ou domesticada, o Comportamento Animal é de extrema competência quando da necessidade de compreendermos a magnífica complexidade dos animais. Ela não apenas sacia a natural e pura curiosidade humana, mas também busca ampliar nossos conhecimentos, utilizando-os em outras áreas mais especificas.



Conhecer as atividades, padrões e peculiaridades dos animais dão mais vida e sentido a áreas como veterinária, psicobiologia, zootecnia, ecologia, conservação e outros mais. Estudar como os animais reagem ao ambiente, frente a outros indivíduos (da mesma espécie, ou não) ou mesmo com suas próprias limitações fisiológicas e anatômicas, confere ao Comportamento uma importância única para as ciências que investigam os animais.



Como descrito por Charles T. Snowdon, "O comportamento é parte de um organismo tanto quanto sua pele, suas asas etc". Portanto, observando um peixe parado em seu aquário, apenas a merce do empuxo e da gravidade, teremos ai um ato, que pode ser simplesmente anotado como comportamento de descanso, ou comportamento nulo, mas ainda sim se nota um "fazer". Assim como não se pode excluir a pele como órgão do corpo, o comportamento nunca esta ausente de qualquer animal em qualquer situação. E assim, partimos de tal afirmação rumo a um caminho repleto de interessantes descobertas, importantes comparações e de minimas ações que auxiliam na sistematização dos animais da maneira mais completa e real. E mesmo a partir de simples observações de um animal, nos damos conta de quão esplêndida é sua existência.






Fernando

6 comentários:

  1. Uma ótima descrição da importância do estudo comportamental das espécies. Gostaria de frisar também a grande importância da etologia nos estudos evolutivos, em especial aqueles que focam nos eventos evolutivos mais recentes, como a divergência muito atual de algumas espécies.
    No estudo do comportamento de anfíbios é fundamental para resolução de problemas evolutivos divergentes entre espécies próximas. Neste grupo (o qual possui uma enorme diversidade de espécies), houve, recentemente na sua história, uma nova radiação, e por isso existem muitos problemas filogenéticos entre muitas espécies, os quais, na sua imensa maioria, poderiam ser resolvidos por estudos mais pormenorizados de seus respectivos comportamentos.
    Pergunta: Sabemos atualmente da importância evolutiva do comportamento, qual é a razão da quase (ou total, enfim) inexistencia de filogenias mais proximais baseadas tanto em dados moleculares e morfológicos (os quais são campo-comum)quanto em dados comportamentais??? Talvez pela dificuldade de padronização nos etudos etológicos, ou por simplesmente por envolver formas de estudo os quais os filogeneticistas não estão habituados (e nem querem se habituar, na sua maioria), por exemplo a observação no campo das atividades animais???
    Deixo a pergunta no ar...

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  2. Aew Fernandinho!!!
    Tô gostando de ver hein!!
    Seu Blog tá cada vez mais legal!! Muito bem escrito e muito interessante!!
    Espero que tenha novos posts assim sempre!!
    :D
    bju na nádega!!!
    Ivan

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  3. Valeu pessoal!!
    Grato pelos comentários...
    Mas quanto ao comentário do Bruno (fuiss), acrescentaria sim, com muita certeza, que a evolução esta intimamente envolvida no estudo do comportamento e vice-versa. Na filogenética, aspectos comportamentais são ferramentas em potencial, que unidas com a deslumbrada biologia molecular e as caracteristicas morfológicas, formam as bases para o estudo das relações evolutivas entre espécies animais. Bom, sem muitos conhecimentos dos termos evolutivos e tão pouco da EVOLUÇÂO por si só, diria que a formação de uma enorme gama de grupos de anfibios (gerado por marcantes ocorrencias ambientais, acredito eu), espelha uma variedade gigantesca de comportamentos específicos a cada grupo. Sendo assim, estudos da área realmente auxiliaria na compreensão dos passos evolutivos desse taxon etologicamente intrigante e poderoso.
    Concordo também, que, como dito acima, o comportamento é ainda (ou pra sempre será) uma ferramenta filogenética em potencial. Creio que as bases da explicação do funcionamento do comportamento animal ainda estão sendo descobertas. Mas já é sabido que o comportamento envolve aspectos ambientais (ou fenotipicos) e também aqueles que são herdados. POrtanto, acredito que essa dicotomia é que enfraquesse, ou secundariza, o comportamento dentro dos estudos filogenéticos.
    Não sei se concordam comigo, mas entendo desta maneira.Me corrija se estiver errado Fuiss.

    Big hug do Fer

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  4. Ah...e Ivan meu Caro Amigo!!!

    Quero ver vc discutindo tbm...vc e ci-joga serão responsáveis pela defesa dos aspectos genéticos e moleculares envolvidos no comportamento, visto que sempre tendo a critica-los, ou deixa-los de escanteio. Gostaria de ampliar minha visão biológica, e pra isso seria ótimo te-los como o principais acusados.Rs

    Abraaaaaço

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  5. Não há o que corrigir no seu comentário. Talvez, somente para realce, veja bem, é bom deixar claro que os problemas envolvidos nos estudos filogenéticos baseados na etologia (se existe algum, não me recordo de nenhum, mas me corrija se estiver errado) está no fato de que quase todos os comportamentos estão baseados em uma série grande de genes, os quais possuem cada um um certo grau de plasticidade referente à sua expressão.
    A plasticidade de cada um dos genes envolvidos, somadas(na verdade multiplicadas) fornece uma enorme gama de possibilidades de expressão. Esta plasticidade dificulta enormemente o entendimento do funcionamento genético do comportamento, devido à sua veriação ecológica.
    Por outro lado, esta plasticidade é o fator que contribui para a alta capacidade dos organismos em se adaptar à novas circumstâncias comportamentais(toda via, existem limites adaptativos).
    No meu ver, quanto mais dados de diferentes origens (dados de confiaça, vejam bem) para a construção da filogenia dos taxa, mais concensual será a reconstrução evolutiva.
    Talvez o problema resida no "potencial" etológico filogenético, talvez este potencial demore para se tornar "fato". talvez pelas dificuldades (que não são pequenas), talvez pelo medo (ou preguiça de sair à campo) científico da novidade.

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  6. Tá mandando mtooooo bem no blog Fer!!!! =)
    bjosss

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